Governo não negocia e funcionalismo federal vai à greve a partir de hoje, 11/06
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| Boneca da presidenta Dilma fantasiada de "Tio Sam" - personificação dos EUA. | Foto: Fábia Corrêa |
No dia 31 de maio aconteceria a oitava reunião
entre o Fórum Nacional de Entidades do Funcionalismo Público Federal e o MPOG,
porém, o encontro não aconteceu na data prevista. Os interlocutores de Dilma
deram um famoso e repetitivo “chá de cadeira” aos representantes dos servidores, que
passaram o dia na expectativa de algum avanço surgir depois da conversa entre o
secretário de relações do trabalho, Sérgio Mendonça, e a ministra Miriam
Belchior, que acontecia enquanto aguardavam.
No dia seguinte, o Fórum conseguiu se reunir com
a equipe do secretário, porém, mais uma vez sem sucesso. Novamente, os
representantes de Dilma negaram o atendimento aos itens da pauta de
reivindicações urgentes do funcionalismo.
A cada encontro, as entidades reafirmam a
reivindicação de reposição linear emergencial, correspondente ao período
inflacionário dos últimos dois anos e, reajuste e isonomia dos valores dos
benefícios sociais entre o poder executivo, legislativo e judiciário.
O Ministério do Planejamento afirma que não há
possibilidade de conceder o reajuste linear e sequer firma compromisso para o
reajuste de benefícios sociais este ano. A equiparação do auxílio-alimentação
dos três poderes continua indefinida, apenas sendo alvo de estudos.
Nenhuma proposta concreta foi apresentada pelo
ministério, que insiste em estender o prazo de negociações até 31 de julho
(exatamente um mês antes da data de fechamento da LOA - Lei de Diretrizes
Orçamentária). Desta forma, o governo vai protelando o debate para evitar o
fortalecimento das mobilizações em todo o país.
Diante da política do governo de tentar enrolar a
categoria nas mesas de negociação, a resposta está na luta. O Fórum, formado
por 32 entidades nacionais, entre elas a CSP-Conlutas, convocou greve geral do
funcionalismo público federal para a partir de hoje, 11/06. O ANDES-SN, filiado
à Central, antecipou-se e a greve dos professores já completa um mês no próximo
domingo, 17/06, com adesão de 51 universidades federais e total apoio da
Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL).
Os servidores federais brasileiros deram
demonstrações de que estão mobilizados. Nos Dias Nacionais de Lutas aconteceram
atividades em diversos órgãos Brasil afora. No dia 05 de junho, a segunda
marcha do funcionalismo em Brasília, com caravanas de trabalhadores vindos de
todo o país, tomou conta da Esplanada dos Ministérios numa demonstração de
unidade e disposição para fortalecer a campanha salarial e pressionar o governo
a avançar nas negociações.
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| 15 mil servidores de todo o país tomam as ruas de Brasília. Foto: Fábia Corrêa |
Os trabalhadores decidiram intensificar o
enfrentamento aos ataques do Governo de Dilma/PT. O início do movimento
paredista em diversos setores foi aprovado por unanimidade em plenária
unificada dos servidores.
A atividade aconteceu no dia 05 de junho, na
sequência da marcha, que reuniu aproximadamente 15 mil pessoas, entre
servidores públicos dos mais diversos seguimentos e representações do movimento
sindical, popular e estudantil.
A greve geral do funcionalismo, iniciada
oficialmente neste dia 11, deve ter novas adesões na semana do dia 18. As
paralisações vão acontecer em ritmos diferenciados, já que alguns seguimentos
já entraram em greve – como é o caso das universidades; outros vão aderir
posteriormente, na medida em que o movimento vai ganhando força. Um Comando
Nacional e Unitário de Greve e Mobilização será constituído para discutir
iniciativas de mobilização e ações grevistas.
Na plenária, foi aprovada uma nova ação unitária
dos servidores no dia 20 de junho, por ocasião da Rio+20. Os servidores também
decidiram participar de uma manifestação realizada pela Cúpula dos Povos.
Por Lara Tapety
*Texto elaborado para o Sindsef-SP com alterações.


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