“Homofobia tem cura: educação e criminalização”
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| Boletim produzido para o Sindsef-SP. Arte gráfica: Lara Tapety |
Com o tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização”, vai
acontecer hoje, 16, a III Marcha Nacional contra a
Homofobia . O SINDSEF-SP vai marcar presença com faixas contra a
opressão.
As manifestações começa a partir das 8h30 em frente ao Palácio do
Planalto, em Brasília. O ato foi convocado pela Associação Brasileira de
Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) que reúne
mais de 250 organizações da mesma causa em todo o país.
A atividade está prevista no calendário de atuação, em unidade com a
classe trabalhadora, do setorial de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais) da CSP-Conlutas. O sindicato vai participar da
coluna que a Central está organizando, com denúncia da pauta política
que o governo federal tem com este setor discriminado. Serão levantadas
bandeiras como o “nome social” e direitos básicos dos LGBT.
O dia da marcha não foi escolhido por acaso. Antecede a data de uma
vitória histórica para o movimento LGBT internacional: a retirada da
homossexualidade do Código Internacional de Doenças, da Organização
Nacional de Saúde. Também acontece antes do Dia Nacinal de Combate à
Homofobia no calendário oficial federal,decretato em 04 de junho de
2010.
Governo cede às pressões dos setores homofóbicos e não implementa políticas públicas de combate à discriminação
De acordo com a organização da Marcha, nos últimos anos houve avanços
na luta da comunidade LGBT, a exemplo da decisão do Supremo Tribunal
Federal que reconheceu a igualdade de direitos entre casis homo e
heterosexuais. Porém, a Associação denuncia que desde a Constituição de
1988, o parlamento brasileiro não aprovou nenhuma lei que garante os
direitos desta população. O PLC 122, que criminaliza a homofobia, está
parado no Senado e sendo modificado de modo a permitir a prática da
homofobia em nome de outras “liberdades”, como a de crença.
De 2011 para cá, o governo federal tem mostrado cada vez mais que não
está disposto à enfrentar a homofobia. Engavetou o PLC 122; impediu a
publicação do material didático-pedagógico do Projeto Escola sem
homofobia, produzido pelo próprio Ministério da Educação; não teve
participação na II Conferência Nacional LGTB e; vetou as peças
publicitárias produzidas pelo Ministério da Saúde direcionadas a jovens
gays e trans, na campanha de prevenção de aids no Carnaval.
Moralismo, desrespeito e censura é o que o Governo Dilma tem
apresentado em relação à causa. Em capitulação aos sertores mais
retógrados do parlamento, o não combate à discriminação serve à
presidenta como moeda de troca de favores e apoio.
É preciso denunciar a discriminação, a intolerância e a violência
contra a comunidade, a começar pela política do governo e do Congresso
Nacional.
Pelo fim da homofobia, lesbofobia e transfobia!
Por Lara Tapety

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